Control Resonant: Remedy Anuncia Nova Direção para a Sequência
Você sempre pode contar com a Remedy para desafiar as expectativas, e isso está mais evidente do que nunca com ‘Control Resonant’.
Quando se trata da desenvolvedora Remedy, é melhor se preparar para o inesperado. Portanto, talvez não devêssemos nos surpreender ao descobrir que sua nova sequência, anunciada no The Game Awards, se afasta de praticamente tudo o que se esperaria de uma continuação do primeiro título. Para detalhar:
- Não é um jogo de tiro em terceira pessoa — é descrito como um ‘RPG de ação’ com foco em combate corpo a corpo.
- A ação não se passa na Casa Mais Antiga, mas sim em uma Nova York de mundo aberto.
- Jesse Faden não é a protagonista — você assume o papel de seu irmão, Dylan, que era o antagonista do jogo original.
Talvez seja apropriado, então, que o nome não seja ‘Control 2’, mas sim ‘Control Resonant’ — embora a trama pareça dar continuidade aos eventos do primeiro jogo. Dylan, aparentemente livre da influência do Hiss, é enviado pelo FBC para combater um novo desastre sobrenatural: forças que distorcem a realidade e que vazaram da Casa Mais Antiga para o mundo exterior, transformando uma cidade inteira.
Enquanto Jesse empunhava a Arma de Serviço, capaz de se transformar em várias armas de fogo, Dylan utiliza a Aberrante, um artefato que se assemelha a uma barra de ferro amaldiçoada. Ela também pode mudar de forma, mas para uma seleção de armas brancas, incluindo um martelo enorme e um par de espadas.
A referência mais imediata não é nenhum outro jogo da Remedy, mas sim ‘Devil May Cry’. A comparação vai além do combate corpo a corpo — parece ser uma inspiração fundamental. As formas exageradas da Aberrante (é um martelo realmente grande) lembram mais as armas de Dante do que o arsenal mais sutil de Jesse, e o combate rápido e explosivo parece igualmente familiar. Os inimigos são mais surreais e distorcidos, e embora a cidade tenha um toque de ‘A Origem’, também se assemelha muito às paisagens oníricas estranhas do ‘DmC’ da Ninja Theory.
Definitivamente, parece um afastamento significativo do horror claustrofóbico e burocrático de ‘Control’, e não seria surpresa se os fãs ficassem receosos com uma mudança tão drástica. Eu mesmo tenho minhas dúvidas.
Será que conseguirá manter aquela atmosfera maravilhosa e o senso de humor do primeiro jogo em um ambiente tão diferente? O design visual mais extravagante entrará em conflito com o tom estabelecido da série? E uma cidade inteira em mundo aberto é um passo ambicioso demais para a Remedy, mesmo que seja dividida em pedaços no estilo metroidvania?
No entanto, no geral, estou otimista. Quando ‘Firebreak’ foi lançado, fiquei desapontado com a ideia de que a narrativa de ‘Control’ ainda estaria confinada à Casa Mais Antiga, e isso me fez perceber que eu realmente queria uma sequência que explorasse um cenário diferente — mesmo que não esperasse uma mudança tão dramática.
E, sinceramente, a disposição da Remedy para tentar coisas novas e surpreendentes em cada um de seus jogos é exatamente o que a tornou uma das minhas desenvolvedoras favoritas ao longo dos anos. Ela está sempre correndo riscos, sempre indo um pouco além, e na minha opinião os resultados são quase sempre divertidos, interessantes e únicos, apesar de quaisquer falhas.
Com sorte, não teremos que esperar muito para experimentar ‘Control Resonant’ — ele está atualmente planejado para um lançamento em 2026. A Remedy não deu mais detalhes além disso, embora ‘uma data o mais distante possível de GTA 6’ seja uma suposição segura para começar as especulações.
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