Executivo da Microsoft comenta sobre a venda bilionária da EA para investidores
Um dos maiores acontecimentos do ano no setor de jogos foi o anúncio da EA sobre sua venda por US$ 55 bilhões para um grupo de investidores, incluindo a Arábia Saudita. A notícia do negócio gerou grande repercussão na indústria, e agora o chefe dos Xbox Game Studios, Matt Booty, se manifestou sobre a transação, afirmando que o valor reflete a dimensão que os videogames atingiram no cenário global do entretenimento.
‘Os jogos se tornaram realmente uma parte fundamental do entretenimento’, declarou Booty à revista Variety. ‘E, como tal, acredito que estamos vendo essas avaliações e transações que realmente espelham o seu lugar no entretenimento moderno.’
O valor da venda ‘reflete o potencial que existe em toda’ a propriedade intelectual de jogos que a EA detém, incluindo franquias como Madden, FC e The Sims, comentou o executivo.
‘Certamente não sou um especialista em fusões e aquisições, mas eu enxergaria o valor da transação estando mais ligado ao potencial futuro da propriedade intelectual, das histórias e do que eles construíram, mais do que, necessariamente, um valor estático ou retrospectivo’, acrescentou ele.
A Microsoft tem experiência em grandes aquisições, tendo comprado a Mojang (criadora do Minecraft) por US$ 2,5 bilhões, a ZeniMax por US$ 7,5 bilhões e a Activision Blizzard por US$ 75,4 bilhões.
Os US$ 55 bilhões transformariam a EA em uma empresa de capital fechado, como parte da maior compra alavancada (LBO) da história. O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita teria mais de 93% da propriedade da EA se o acordo for concluído, com a Affinity Partners de Jared Kushner e a Silver Lake ficando com a parte restante.
A EA também seria responsável por levantar US$ 20 bilhões no acordo, o que gerou receios de que a empresa busque reduzir custos com demissões, fechamento de estúdios e venda de ativos.
A venda da EA ainda não foi finalizada, mas a expectativa é que seja concluída em 2026, sujeita à aprovação regulatória e outras condições. Um grupo de funcionários da EA criticou a venda, classificando-a como desnecessária e prejudicial aos trabalhadores. Houve também manifestações de preocupação sobre possíveis restrições a conteúdos considerados ‘gays’ ou políticos caso o acordo se concretize. Por sua vez, a EA reconheceu que sua capacidade de atrair, reter e motivar talentos pode ser impactada negativamente pela venda pendente.
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