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CEO da Larian Afirma que Próximo Jogo Divinity Superará Baldur’s Gate 3 em Todos os Aspectos

CEO da Larian Afirma que Próximo Jogo Divinity Superará Baldur’s Gate 3 em Todos os Aspectos

Swen Vincke, diretor criativo, e Adam Smith, diretor de narrativa da Larian Studios, concederam uma entrevista exclusiva para falar sobre o sucessor de Baldur’s Gate 3, logo após o anúncio oficial durante o The Game Awards deste ano.

Após muita especulação na internet sobre o significado do obelisco demoníaco apresentado por Geoff Keighley, foi finalmente revelado no evento que a estátua estava ligada a Divinity, o próximo projeto da desenvolvedora de Baldur’s Gate 3. Logo após a revelação, a equipe recebeu um convite para uma conversa com os dois diretores assim que a cerimônia terminasse.

Retornar ao universo de Divinity sempre esteve nos planos de longo prazo da equipe da Larian, mas não era a intenção imediata após Baldur’s Gate 3. ‘Íamos criar mais conteúdo de Dungeons and Dragons, então estávamos no processo de descobrir o que seria’, comenta Smith. ‘Em um dia decisivo, nos reunimos e percebemos que não estávamos empolgados. Não queríamos desenvolver um jogo que não nos animasse. Então dissemos: ‘Podemos voltar para o Divinity agora?”

Para isso, a equipe sabia que teria muito trabalho pela frente. Embora Rivellon, o cenário dos jogos Divinity, tenha sido amplamente explorado em títulos anteriores, a Larian nunca havia construído seu universo de forma tão fundamentada desde o início.

‘Aprendemos com o BG3 a importância de ter um conjunto de regras, uma mitologia e um mundo bem solidificados por trás de você’, explica Vincke. ‘Foi um trabalho considerável, na verdade. [Agora] sabemos quais são os dias da semana. Sabemos o que as pessoas comem à noite. Sabemos como elas se vestem. Todas essas coisas precisavam ser definidas. Conforme o projeto avançava, começamos a dizer: ‘Ok, esta é uma base realmente sólida para tudo que vamos construir. E nunca houve um Divinity definitivo, então vamos simplesmente chamá-lo de Divinity. As pessoas vão se referir a ele como o Universo Divinity e vão adorar.”

Tanto Divinity quanto Baldur’s Gate 3 compartilham muitas características: mundos de fantasia ricos, repletos de magia e um elenco diversificado de raças. No entanto, no que diz respeito à jogabilidade, os dois são bastante distintos. Enquanto a duologia Original Sin tem algumas semelhanças com Baldur’s Gate 3, os jogos anteriores da série se assemelhavam mais a títulos como Diablo e The Witcher. Então, o que os jogadores podem esperar deste novo Divinity? ‘Agência’, responde Vincke de forma direta. ‘Agência em todos os níveis. Nos sistemas, na forma como você desenvolve seu personagem, sua identidade, e, obviamente, também na narrativa e nas escolhas que você faz.’

Vincke então destaca o tom sombrio do trailer do jogo apresentado no TGA. ‘Temos essa premissa de que o jogador será aquele que trará luz à escuridão ou a empurrará para uma escuridão ainda mais profunda’, diz Vincke. ‘Queremos que você se surpreenda com o nível de coisas que pode realizar.’

Quando questionado por detalhes mais específicos sobre a jogabilidade, Smith complementa que a equipe prefere que o jogo fale por si quando estiver pronto para ser mostrado. ‘Você não quer que te digam: ‘Isso é o que vai fazer.’ Você quer ver’, afirma Smith. ‘Você conhece o tipo de jogos que produzimos, então pode especular a partir daí. Mas vamos colocá-lo na sua frente assim que estivermos prontos, e então você verá o que é.’

Embora Divinity provavelmente seja o primeiro jogo da série que muitos jogadores experimentarão, graça à enorme popularidade de Baldur’s Gate 3, a equipe está assegurando que os fãs antigos da franquia também sintam que é uma continuação do que veio antes. ‘Garantimos que essa continuidade esteja presente. Se você não soubesse, [ainda] entenderá completamente tudo o que está acontecendo’, afirma Vincke.

Vincke explica que será semelhante a como Baldur’s Gate 3 mantinha continuidade com os jogos anteriores da série, mas não exigia que o jogador tivesse experiência com Baldur’s Gate 1 e 2 para compreendê-lo. Ele também ressalta que os jogos Original Sin venderam mais de 10 milhões de cópias, indicando uma grande base de jogadores fiéis que retornará, além da nova audiência trazida pelo BG3.

É evidente que o sucesso de Baldur’s Gate 3 pode criar uma grande expectativa sobre o desenvolvimento de Divinity. No entanto, não é algo que preocupa excessivamente a equipe da Larian, pois Smith aponta para o vasto espaço que ainda existe no gênero RPG para inovar. ‘Clair Obscur é tão diferente de nós e eles acertaram, certo? Acho que eles fizeram algo muito parecido conosco, pois fizeram o jogo que queriam fazer, [mas] fizeram de uma maneira completamente diferente [com] uma estrutura completamente distinta’, observa Smith.

Apesar de acreditar que Divinity não precisa competir diretamente com Baldur’s Gate 3, Vincke está bastante confiante de que o novo jogo representa um avanço em relação ao trabalho anterior. ‘Vai ser melhor, na minha opinião, em todas as frentes’, declara Vincke. ‘Um dos maiores desafios que tivemos com Baldur’s Gate 3 é que quase todas as classes têm conjuntos de regras diferentes, então fazer os jogadores se adaptarem foi bastante complicado. Estou surpreso, na verdade, que tenha funcionado tão bem. Acho que quando você ver o que podemos fazer ao criar algo para um videogame que não é derivado de um jogo de tabuleiro, vai ser muito superior.’

Para aqueles que desejam ter uma amostra do que Divinity pode oferecer, o último título da franquia, Original Sin 2, acaba de ser lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

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