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A dificuldade de concluir jogos na era da abundância digital

Iniciar um novo jogo é simples. Concluí-lo, no entanto, é outra história. Com catálogos em constante expansão, promoções frequentes e serviços de assinatura que oferecem dezenas de opções simultaneamente, muitos jogadores se encontram alternando entre títulos sem jamais ver os créditos finais. A questão é direta, mas reveladora sobre os hábitos atuais: você costuma finalizar a maioria dos jogos que começa?

Um dos principais motivos é a superoferta. Nunca foi tão acessível ter disponibilidade a tantos jogos ao mesmo tempo. Esse cenário altera o comportamento: se um título não cativa nas primeiras horas, a troca é quase instantânea. O envolvimento com uma única experiência diminui quando sempre há uma nova opção aguardando na lista.

Outro aspecto crucial é o tempo. Os jogos estão ficando cada vez mais extensos, e nem todos conseguem dedicar dezenas, ou centenas, de horas a uma única jornada. Até produções de qualidade podem ser deixadas de lado simplesmente porque a rotina não permite prosseguir. Em diversos casos, não é falta de interesse, mas sim de disponibilidade.

Existe também a questão do ritmo e do design. Alguns títulos demoram para ganhar impulso, abusam de tutoriais prolongados ou estendem sua duração com conteúdo repetitivo. Isso influencia a decisão de continuar ou não. Por outro lado, experiências mais focadas, com um início impactante e progressão bem definida, tendem a ser completadas com maior frequência.

Há ainda o componente psicológico. Muitos jogadores sentem a necessidade de finalizar tudo que iniciam, enquanto outros enxergam os jogos como experiências livres, sem a obrigação de alcançar o desfecho.

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