Análise do Jogo ‘How Many Dudes?’: Um Roguelike de Auto-Battler Divertido
Uma pergunta intriga a humanidade desde os primórdios dos tempos—ou, pelo menos, a parte da humanidade que já esteve perto de gorilas. Com um número ilimitado de pessoas, quantos indivíduos seriam necessários para derrotar um gorila? 50? 100? Será que tanto os indivíduos quanto os gorilas não estariam melhor se se unissem contra os mestres que os colocaram nessa arena?
Esses são alguns dos questionamentos que impulsionam ‘How Many Dudes?’, um jogo descrito como um ‘dudebuilder’ roguelike, onde você reúne um exército de personagens para enfrentar animais de diversos tamanhos e quantidades (e, ocasionalmente, crianças pequenas, um aspecto que não é muito agradável de se pensar). Na verdade, trata-se de um auto-battler, e é uma experiência bastante divertida.
Veja como funciona: ao final de cada rodada, você pode distribuir panfletos para recrutar um tipo específico de personagem (definindo assim sua estratégia), recrutar um personagem ou obter uma de três relíquias. Se você já jogou algum roguelike, sabe como as relíquias funcionam—são melhorias cumulativas que você precisa combinar com sua estratégia, e assim por diante.
O verdadeiro desafio está no sistema de nocaute. Se algum de seus personagens for nocauteado, você precisa revivê-los com ‘suco de personagem’—um item consumível que pode ser comprado em qualquer loja. Este suco revive 10 personagens por dose, e embora você possa conseguir mais reabastecendo o estoque da loja, geralmente não é bom ficar para trás na economia do jogo—desculpe, na ‘dudeconomia’. O jogo está me influenciando. Enfim, você também pode esperar algumas rodadas para que eles revivam naturalmente, mas eu tenho patos do tamanho de cavalos para enfrentar.
Durante as batalhas, você tem a escolha entre um combate mais fácil, que oferece menos dinheiro, ou um mais difícil, com maior recompensa. Graças à premissa do jogo, há uma variedade considerável de escolhas, além de considerar quantos personagens foram nocauteados.
Por exemplo, se sua estratégia é focada em ataques em área, você pode preferir batalhas contra 287 abelhas ou 400 crianças pequenas. A guerra dos personagens já ceifou muitas vidas inocentes. Por outro lado, se seu esquadrão tem muitos atacantes pesados, enfrentar chefões pode ser mais adequado.
Há uma complexidade satisfatória para explorar. Nas duas partidas que joguei, optei por uma estratégia defensiva—com paladinos, clérigos e ninjas que podiam ficar invisíveis—e uma mais ofensiva, repleta de personagens modificados que ficavam mais fortes conforme outros caíam.
Em uma jogada, usei uma relíquia que fazia meu esquadrão de personagens comuns, com pouca vida, atrair a atenção de 20 patos ou qualquer outro inimigo, para que morressem rapidamente e concedessem melhorias aos meus personagens modificados. Descobri que, no final, eu era o verdadeiro ‘monstro’, enviando cinco personagens comuns para uma morte certa em troca de buffs poderosos.
Para um jogo que ainda está em fase de desenvolvimento—com uma demo disponível—’How Many Dudes?’ oferece boas risadas e a dose certa de viciante gameplay roguelike. Minha única crítica está na estrutura geral: ao contrário de jogos como ‘Slay the Spire’, você não pode escolher seu caminho em ‘How Many Dudes?’.
Isso resulta em muitas rodadas onde o destino parece basicamente aleatório. O que, para ser justo, pode ser uma questão de gosto: auto-battlers costumam ser assim. Pelo menos, há itens consumíveis, como um meteoro ou um raio engarrafado, para manter as coisas interessantes. No entanto, rapidamente me vi apenas montando um esquadrão e observando se eles venciam ou perdiam sem muita intervenção.
Chame-me de exigente, mas geralmente prefiro que escolhas impulsivas que faço no momento afetem minha derrota em um roguelike, em vez de decisões tomadas 20 rodadas atrás, porque não me preparei adequadamente para enfrentar um lobo e trinta filhotes. Ainda assim, se você gosta de roguelikes, ‘How Many Dudes?’ está disponível gratuitamente em uma versão limitada, então vale a pena experimentar.
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