Ator Comenta Mudanças na Produção de Filmes para Streaming
Um ator renomado criticou recentemente as novas orientações de uma grande plataforma de streaming para a criação de conteúdo, revelando que o serviço está pressionando por alterações na estrutura tradicional dos filmes. Durante sua participação em um podcast popular ao lado de outro ator e produtor, ele compartilhou detalhes sobre como a gigante do entretenimento digital está modificando a forma como as histórias são contadas para manter o público envolvido.
De acordo com a declaração, a plataforma estaria exigindo que grandes cenas de ação sejam posicionadas nos primeiros cinco minutos dos filmes, o que contraria a estrutura clássica do gênero. ‘A forma tradicional de fazer um filme de ação que aprendemos era ter três sequências de ação: uma no primeiro ato, uma no segundo e uma no terceiro. Você investe a maior parte do seu orçamento naquela do terceiro ato, que é o grande clímax’, explicou o artista durante a conversa.
A empresa também estaria orientando os criadores a repetir o enredo várias vezes nos diálogos, partindo da premissa de que os espectadores frequentemente dividem sua atenção entre a tela e seus celulares. Esta abordagem representa uma adaptação significativa ao comportamento do público que assiste conteúdo em casa, onde o nível de atenção é muito diferente da experiência imersiva de uma sala de cinema.
O colega de entrevista, que estava presente para promover um novo projeto da dupla para a mesma plataforma, discordou parcialmente. Ele citou uma série dramática de sucesso como um contraexemplo, destacando que produções de qualidade podem fugir dessa fórmula. ‘É excelente, sombria e intensa. É sobre um homem que descobre que seu filho é acusado de um crime grave. Há longas tomadas das costas de suas cabeças. Eles entram no carro e ninguém diz uma palavra’, descreveu.
Enquanto o primeiro ator considerou a série uma exceção, o segundo reforçou que a produção demonstra que não é necessário recorrer a certas técnicas para agradar o público. O debate entre os dois profissionais experientes levanta questões importantes sobre como o consumo de conteúdo em serviços de streaming está influenciando a narrativa audiovisual contemporânea.
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