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Análise: PEAK – A Escalada que Vai Destruir Sua Autoestima (e Fortalecer Suas Amizades)

Se você achava que a maior prova de amizade nos games era Overcooked ou carregar seu amigo em League of Legends, prepare-se. PEAK chegou para redefinir o conceito de confiança, pânico e gravidade.

Desenvolvido pelo Team PEAK e apadrinhado pelas lendas da física caótica (Aggro Crab e Landfall), este jogo de escalada cooperativa é a nova sensação da Steam. Mas será que vale a pena o estresse? Colocamos nossas botas de escoteiro, comemos alguns cogumelos duvidosos e fomos conferir.

A Premissa: Simples, Mas Mortal

Em PEAK, você é um escoteiro perdido em uma ilha misteriosa. A única saída? Escalar uma montanha colossal no centro do mapa. Parece simples, certo? Errado.

Diferente de jogos de escalada tradicionais onde você apenas segura um botão e o personagem faz o resto, aqui a física é rainha (e ela é uma rainha cruel). Você precisa gerenciar sua estamina, calcular a inércia dos pulos e torcer para que sua corda não se enrosque em uma pedra — ou no pescoço do seu amigo.

Legenda: O momento exato antes do desastre acontecer.

Jogabilidade: O Caos Controlado

O brilho de PEAK está na mecânica de sobrevivência misturada com plataforma. Não basta subir; você precisa encontrar recursos. Itens como cordas, ganchos e picaretas são essenciais, mas ocupam espaço. E comida? Ah, a comida é vital para manter sua estamina alta, mesmo que isso signifique comer uma fruta estranha que faz sua visão ficar turva.

O grande destaque técnico é o sistema de “Montanha Diária”. O mapa rotaciona e muda a cada 24 horas. Isso transforma o jogo em um roguelite social: hoje você aprende o caminho, amanhã o caminho não existe mais. Isso mantém o jogo fresco e impede que a comunidade crie “guias definitivos” que estragam a surpresa.

O Fator Multiplayer: Chat de Proximidade é Vida

Jogar PEAK sozinho é um desafio de paciência zen. Jogar com amigos é uma comédia pastelão.

O uso do Chat de Proximidade é obrigatório para a experiência completa. Não existe nada mais aterrorizante (e hilário) do que ouvir o grito do seu amigo ficando cada vez mais baixo enquanto ele despenca de um penhasco de 500 metros, levando a única corda do time com ele.

A cooperação funciona de verdade. Vocês podem fazer uma “escada humana”, puxar uns aos outros e compartilhar suprimentos. Mas a física desengonçada da Landfall garante que, em 50% das vezes, sua tentativa de ajudar vai acabar matando todo mundo.

Visual e Performance

O jogo aposta em um estilo low-poly charmoso, com cores vibrantes que contrastam bem com a tensão da escalada. A visibilidade é clara — o que é ótimo, pois você precisa ver exatamente onde colocar a mão. O desempenho é sólido, rodando bem até em máquinas mais modestas, o que é essencial para um jogo que exige precisão milimétrica.

Veredito

PEAK não é apenas um jogo sobre chegar ao topo; é sobre as histórias ridículas que você cria no caminho. É frustrante? Absolutamente. Você vai fechar o jogo jurando nunca mais voltar após perder 40 minutos de progresso? Sim. Mas você vai estar online de novo 10 minutos depois.

Se você gosta de jogos como Chained Together, Lethal Company ou tem saudades da raiva que passava em Getting Over It, PEAK é obrigatório na sua biblioteca.

Pontos Fortes (+)

  • Física divertida e imprevisível.
  • Chat de proximidade cria momentos inesquecíveis.
  • Mapa que muda diariamente garante rejogabilidade infinita.
  • Preço justo para o conteúdo oferecido.

Pontos Fracos (-)

  • Pode ser repetitivo se jogado exclusivamente solo.
  • Alguns bugs de colisão (embora às vezes sejam engraçados).

Preço

Atualmente está por R$23,99 na Steam, segue o link https://store.steampowered.com/app/3527290/PEAK


Nota: 9.0/10

“O melhor simulador de pânico vertical do ano.”

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