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Ex-presidente dos EUA comenta sobre possível fusão entre gigantes do streaming

Um ex-presidente dos Estados Unidos comentou no último domingo que a megafusão entre a Netflix e a Warner Bros. Discovery, avaliada em cerca de US$ 72 bilhões e podendo ultrapassar US$ 82 bilhões com dívidas, pode enfrentar obstáculos durante o processo de aprovação regulatória. Para ele, o tamanho da empresa resultante levanta preocupações sobre concentração de mercado.

O acordo anunciado na sexta-feira prevê que a Netflix assuma o controle do estúdio Warner Bros. Discovery, da HBO e do serviço de streaming HBO Max, além de receber acesso ao vasto catálogo de filmes e séries da Warner Bros. Pictures. Redes de TV como CNN e TNT, porém, ficariam de fora da aquisição.

Falando a jornalistas no tapete vermelho do Kennedy Center Honors, em Washington, o ex-mandatário disse que o assunto ainda ‘precisa passar pelo processo adequado’, mas destacou que o domínio da Netflix no setor já é significativo, e ficaria ainda maior caso a negociação avance. A plataforma possui mais de 300 milhões de assinantes, mantendo-se como líder global de streaming.

O ex-presidente afirmou que pretende ouvir economistas antes de dar seu parecer e garantiu que terá participação direta na decisão, algo incomum para ex-presidentes em casos de análise antitruste. Como as duas empresas não operam emissoras de TV aberta, o acordo não precisa da aprovação da FCC, mas ainda deve ser avaliado pelo Departamento de Justiça e por órgãos reguladores de outros países, incluindo a União Europeia.

No mesmo dia, veio à tona que um dos co-CEOs da Netflix visitou a Casa Branca em novembro para discutir a possível fusão. Segundo a Bloomberg, o executivo saiu do encontro com a impressão de que não havia resistência imediata do governo. O ex-presidente confirmou a reunião neste domingo, elogiou o executivo e disse que ele não fez nenhuma promessa durante a conversa.

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