Ex-produtor de Anthem revela que código para servidores locais pode existir, reacendendo esperanças de fãs
As esperanças por uma eventual ressurreição de Anthem em servidores privados foram reacendidas após um ex-produtor executivo comentar que o código para rodar o jogo localmente ‘está disponível para ser recuperado e reutilizado’. Então, isso significa que há uma chance? Uma possibilidade extremamente remota?
Nesta segunda-feira, por volta das 14h05 (horário de Brasília), Anthem foi oficialmente desligado. Em um cenário onde ressurgimentos em servidores administrados por fãs são comuns, será que o jogo precisa permanecer assim para sempre? Talvez não. Em um extenso vídeo que detalha o desenvolvimento conturbado de Anthem, o ex-produtor executivo da BioWare e líder do projeto, Mark Darrah, sugeriu que a tecnologia para executar Anthem localmente já existiu — e, teoricamente, poderia voltar a existir.
No entanto, isso dependeria da habilidade de terceiros ou de uma atitude incomum de generosidade por parte da EA. Deixo a você decidir qual opção parece mais provável.
A arquitetura de rede do serviço ao vivo de Anthem era baseada em uma estrutura cliente-servidor: para jogar, todos os participantes precisavam se conectar a servidores centrais que processavam a lógica do jogo. Seu computador não precisava realizar os cálculos complexos. Ele apenas processava os resultados e os exibia de forma atraente.
Segundo Darrah, porém, Anthem realmente possuía código para funcionar localmente — o que significa que as próprias máquinas dos jogadores poderiam hospedar sessões de rede para outros se conectarem — até uma fase bem avançada do desenvolvimento.
‘Anthem realmente tinha o código para servidores locais funcionando em um ambiente de desenvolvimento até poucos meses antes do lançamento’, afirmou Darrah. ‘Não sei se ainda funciona, mas o código está lá, pronto para ser resgatado e recuperado.’
Darrah então descreve um cenário alternativo para Anthem, que envolveria reformular o jogo em uma experiência para um jogador com aliados controlados por inteligência artificial e atualizar seus gráficos para os padrões atuais — tudo isso, ele estima, custaria um investimento adicional de US$ 10 milhões, um valor que a EA ‘quase certamente não gastaria’ em um título que há anos busca remover de seus registros.
Embora Darrah admita que sua visão de um futuro ideal para Anthem é influenciada por sua ‘preferência por jogos de um jogador’, o conhecimento de que o jogo já executou código para hospedagem local oferece um vislumbre de um possível futuro onde fãs especialmente dedicados possam criar sua própria solução para um renascimento em servidores privados.
A forma mais rápida para que isso ocorresse seria a EA disponibilizar o código de hospedagem local mencionado, desenvolvido durante a criação de Anthem — algo que eu considero tão provável quanto a visão de Darrah para um modo solo, ou seja, praticamente impossível. Em vez disso, o fato de Anthem já ter funcionado localmente apenas me faz acreditar que há uma chance maior do que nunca de que entusiastas com as habilidades certas possam desenvolver uma solução alternativa por conta própria.
Soluções alternativas operadas por jogadores para os serviços multiplayer da EA já existem. Os criadores do mod Northstar ofereceram uma opção aos problemáticos servidores oficiais de Titanfall 2, enquanto Battlefront 2 conta com sua própria alternativa multiplayer no Kyber, um mod de conversão com servidores dedicados que atualmente está em beta aberto.
Por ser um jogo de serviço ao vivo com características pseudo-MMO, um ressurgimento em servidor privado para Anthem provavelmente exigiria uma análise de tráfego e conhecimentos de engenharia mais complexos. Mas, por menor que seja a probabilidade, se há algo que se sabe sobre jogos de PC descontinuados, é que sempre haverá alguém disposto a tentar. Talvez, um dia, os freelancers voltem a voar.
Share this content:



Publicar comentário