Site Inovador Permite Jogar Milhares de Mods de Doom Direto no Navegador
Eu não imaginava que Doom pudesse se tornar ainda mais acessível. O famoso FPS da id Software já pode ser executado nos mais diversos dispositivos, desde pianos até impressoras, e a Nightdive lançou uma excelente versão remasterizada de Doom + Doom 2 no ano passado, sem contar que a versão original já pode ser jogada diretamente no navegador.
Contudo, eu estava enganado, pois uma nova ferramenta promete revolucionar o acesso a uma vasta subcultura de modificações do jogo. DoomScroll é um novo site que permite aos usuários navegar e jogar milhares de WADs (arquivos de mod) criados pela comunidade diretamente no navegador.
DoomScroll foi criado pelo engenheiro de software James Baicoianu e pelo arquivista da internet Jason Scott, que o desenvolveram ao longo de vários anos e o lançaram para celebrar o 32º aniversário de Doom. ‘Nosso objetivo era tornar décadas de trabalho de uma das comunidades mais criativas da história dos jogos mais acessível e visível para todos’, explicou Baicoianu. ‘A comunidade construiu tanto ao longo dos anos, e não há dúvida de que Doom teve uma influência duradoura na indústria como a conhecemos hoje.’
Baicoianu destaca que o arquivo DoomScroll inclui desde ‘mapas simples feitos por iniciantes que estão aprendendo desenvolvimento de jogos’ até ‘conversões totais completas com músicas, texturas e sprites totalmente novos’. Cada nível é apresentado em uma pequena caixa cinza com seu nome, autor, descrição e uma visualização em wireframe do mapa.
Clicar na caixa traz uma visão mais detalhada do WAD, exibida em um laptop virtual, com o wireframe girando na parte inferior da página. Clicar nele abre um mapa interativo, e um menu na parte superior do laptop permite iniciar o jogo. Após alguns instantes, o site carrega o mapa escolhido, começando com a pistola padrão.
Testei vários mapas, e todos funcionaram imediatamente com os controles padrão de teclado e mouse. Tive que parar de jogar rapidamente, pois é fácil imaginar perdendo dias inteiros explorando esse acervo. A ferramenta chega como uma surpresa que pode atrapalhar qualquer planejamento de produtividade.
Apesar de brilhante, o DoomScroll não é perfeito. A modder e YouTuber Major Arlene apontou que ‘alguns mapas não funcionarão’ devido a limitações do emulador. Testei o WAD mencionado por ela (chamado Army of Darkness) e, de fato, ele não carregou, apresentando apenas uma tela preta.
Major Arlene também destacou que ‘nem todo autor dá permissão para que seus projetos sejam redistribuídos fora de onde foram originalmente publicados’. A comunidade de mapeamento para Doom aparentemente enfrentou ‘muitos problemas’ com a distribuição inadequada de WADs, e o DoomScroll atualmente não oferece uma maneira para os usuários verificarem essas permissões.
Mesmo assim, Major Arlene está entusiasmada com o DoomScroll, afirmando que é ‘uma ideia fantástica’. De fato, mesmo com os problemas iniciais, é uma maneira excelente de explorar a longa história de criações da comunidade de Doom.
Salvo outras surpresas de última hora, o DoomScroll encerra um ano fascinante para a série de tiro. Este ano também nos trouxe o anúncio de Doom: The Dark Ages, uma nova abordagem da id Software, que recentemente teve seu modo arena personalizável, o Ripatorium, reformulado. A comunidade de mods também viu a declaração de ‘morte’ do popular sourceport GZDoom, após contribuidores saírem em massa devido a tensões com seu criador.
Em outras notícias, o co-criador de Doom, John Romero, continua trabalhando em um novo FPS, mesmo após seu estúdio ter tido seu projeto principal cancelado pela Microsoft no início do ano. Felizmente, a Romero Games sobreviveu ao cancelamento e reaproveitou grande parte do trabalho em um novo FPS indie menor, que Romero afirma ‘será uma novidade para as pessoas, assim como a experiência de jogar Elden Ring pela primeira vez’.
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