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Todd Howard da Bethesda explica por que a Obsidian foi a escolha certa para Fallout: New Vegas

Existe um tipo de mito que persiste não por haver evidências, mas por agradar às ideias pré-concebidas de um certo grupo. Tomemos a noção de que Todd Howard, o diretor da Bethesda Game Studios, supostamente guarda rancor pelo sucesso da Obsidian com Fallout: New Vegas. Há provas para isso? Não — muito pelo contrário — mas a ideia continua porque se encaixa na visão de alguns fãs que veem a Bethesda como desvirtuando a série.

Independentemente disso, aqui está mais uma evidência para a pilha ‘Howard não tem mágoa da Obsidian’: em uma entrevista à Game Informer, Howard afirmou que, quando se tratava de um estúdio externo criar um jogo Fallout, a escolha era a Obsidian ou ninguém.

‘Eles eram a única opção’, disse Howard. ‘Eles tinham experiência com algo semelhante em Knights of the Old Republic 2, e nós os conhecíamos muito bem.’ Em 2004, a Obsidian lançou Star Wars: Knights of the Old Republic 2 — uma sequência do KOTOR 1 da BioWare que muitos, inclusive este autor, consideram seu favorito entre os dois, apesar do curto tempo de desenvolvimento de pouco mais de um ano.

A Bethesda sabia que a Obsidian tinha um histórico de excelente trabalho em franquias de outras empresas, o que foi exatamente o motivo pelo qual Howard queria contratar o estúdio para New Vegas. Afinal, a alternativa era a série ficar parada: ‘Nós sabíamos que iríamos para o Skyrim, a franquia estava de volta, mas sabíamos que haveria um longo intervalo até Fallout 4 — como poderíamos manter a série ativa?’

A resposta foi confiar à Obsidian, tanto pelos fatores já citados quanto porque o estúdio tinha, nas palavras do designer criativo líder de New Vegas, John Gonzalez, ‘DNA Fallout’. ‘Havia pessoas que trabalharam no título original e também na segunda parte’, o que permitiu criar ‘uma experiência muito característica da Obsidian’, que era ‘toda sobre dar ao jogador um tremendo impacto e controle narrativo.’

O resultado valeu muito a pena. New Vegas se tornou um clássico, tendo vendido mais de 11 milhões de cópias até 2015 e, como consequência, gerando uma boa receita também para a Bethesda. Se estivesse no lugar de Howard, longe de guardar ressentimento, estaria tentando convencê-los a fazer mais um jogo.

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