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Warner Bros. Defende ‘Coringa: Delírio a Dois’ Apesar de Baixa Bilheteria

A Warner Bros. saiu em defesa de Coringa: Delírio a Dois mesmo com o filme se tornando um dos maiores fracassos de bilheteria da história das adaptações de quadrinhos. Os co-presidentes do estúdio, Pamela Abdy e Michael De Luca, elogiaram publicamente a ousadia da produção estrelada por Joaquin Phoenix e Lady Gaga, destacando seu valor artístico após a performance comercial decepcionante.

A produção arrecadou apenas US$ 207 milhões em todo o mundo, contra um orçamento estimado em US$ 200 milhões, um resultado muito abaixo das expectativas, especialmente em comparação com o primeiro filme, que superou a marca de US$ 1 bilhão em 2019.

‘Eu realmente gostei do filme, e ainda gosto’, afirmou Pamela Abdy em entrevista recente ao The Wrap. Seu colega Michael De Luca foi além e ofereceu uma análise sobre o motivo do insucesso: ‘Foi realmente revisionista. Talvez tenha sido revisionista demais para um público global mainstream’.

O executivo elogiou a coragem da abordagem do diretor Todd Phillips: ‘Dou a eles enorme crédito por não se repetirem, mas acabou não conectando com o público’. Coringa: Delírio a Dois abandonou grande parte da atmosfera sombria e angustiante que tornou o original popular, transformando-se em um musical ambientado em uma prisão e desconstruindo a própria noção da persona do Coringa.

O final do filme, em particular, destacou-se como uma desconstrução intensa do personagem que havia se tornado um ícone da cultura pop desde o lançamento do original em 2019. Embora possa ser considerado impiedoso por alguns fãs, é inegável que o longa seguiu um caminho completamente diferente de seu antecessor.

Apesar dos elogios dos executivos da Warner, o consenso geral é que a aposta arriscada em transformar Coringa: Delírio a Dois em um musical estrelado por Lady Gaga, rejeitando elementos-chave que fizeram o sucesso do primeiro filme, acabou afastando o público que esperava uma sequência mais direta.

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